Monday, May 16, 2011

Colheita, Secagem e Cura de sua Planta de Maconha

Após meses de trabalho, dedicação, angústia, ansiedade e expectativas, os últimos passos não podem dar errado. E é justamente nessa reta final que muitas pessoas acabam cometendo erros que comprometem a qualidade do produto final, especialmente os novatos, ansiosos pela sua primeira colheita de maconha.

O tempo de colheita é extremamente variável para cada genética e as condições em que são mantidas. Uma mesma genética pode ter seu tempo de floração mais prolongado, devido à fotoperíodos maiores ou diminuído em fotoperíodos menores. Como a maioria dos cultivos para auto-suficiência é feito em interior, essa variável não é muito levada em consideração, já que é quase uma regra usar um fotoperíodo de 12 horas durante a floração.

O maior indicativo para a hora certa, são os tricomas. Grosseiramente, os tricomas são pequenas glândulas recheadas com THC e outros cannabinóides, que recobrem as flores e folhas de uma Cannabis fêmea em floração. A coloração dessas estruturas muda de acordo com o estágio de maturação. Durante a maior parte da floração, enquanto ainda são imaturos, são mais transparentes. Ao final da floração ficam com aspecto mais leitoso, opaco. A partir daí, a maconha já pode ser colhida. O momento ideal para a maioria dos cultivadores é quando já há tricomas de coloração âmbar. A partir daí, tudo varia do gosto do freguês. Na teoria, uma planta com mais tricomas âmbar, teria um efeito mais stoned, ao contrário daquela com predominância de tricomas leitosos, que teria o efeito mais “clean and high”. No entanto, na prática isso não faz muita diferença, e o efeito é determinado mais pela genética, do que pelo estágio de maturação. Para o iniciante não ter dúvidas, é só cortar ao primeiro sinal de tricomas âmbar.

O tempo de floração indicado pelo “fabricante” da genética não é uma referência muito boa, já que muitas vezes pode exceder muito o tempo de floração indicado. Também pode haver maturação antes do tempo indicado. Há variações fenotípicas imprevisíveis e a melhor referência são os tricomas, que podem ser observados com auxílio de lupa com aumento de pelo menos 30 x. Hoje em dia, a maioria das câmeras fotográficas digitais, possibilita a visualização dos tricomas através de uma foto aproximada com a função macro.

Para quem cultiva em exterior, o período indicado pelo “fabricante” também não vale para quem mora no Brasil, já que nosso fotoperíodo é totalmente diferente do europeu, e podemos ter colheitas o ano todo para a maioria das genéticas. Mais uma vez, só os tricomas podem dar uma boa resposta.
Com a experiência no cultivo, o feeling do grower acaba dispensando lupas e maiores preocupações.

Colhi, e agora?

A secagem também é uma etapa de extrema importância. Uma planta de maconha que não secou direito, está susceptível à fungos, e tem sua potência, sabor e aroma prejudicados.

É uma etapa sem grandes complicações. Basta pendurar os ramos colhidos, ou a planta inteira, de cabeça para baixo em algum local escuro e, preferencialmente, com alguma ventilação. Em geral, a secagem se completa no período de 7 a 14 dias, dependendo das condições climáticas do local (temperatura e umidade) e densidade dos buds.

A maioria dos cultivadores prefere fazer a manicure (remoção das folhas), antes de secar. Certamente, é mais prático a limpo, já que folhas secas fazem muita sujeira no local da manicure, além do processo se tornar mais trabalhoso.

Após a secagem, vem uma etapa MUITO importante, que muitos cultivadores deixam de cumprir. Consequentemente, perdem parte da qualidade do fumo que passaram meses cultivando. O processo de cura consiste em deixar os buds em recipientes sem circulação de ar, havendo somente trocas periódicas. Isso faz com que a clorofila se decomponha, alterando de forma significativa o gosto. A potência também é melhorada, já que alguns precursores de cannabinóides, são convertidos em cannabinóides ativos, como o THC. Não há dúvidas nos benefícios do processo de cura para o gosto e potência da maconha.

Na prática, o processo consiste em guardar os buds em potes de vidro (com tampas em rosca, ou até potes que fecham hermeticamente, o que é mais desejável), abrindo-os uma vez por semana para troca de ar. Um mês, é o mínimo para uma boa cura. Os melhores resultados são encontrados nos buds curados pelo menos 2 meses, sendo 3 o ápice.


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3 Responses to “Colheita, Secagem e Cura de sua Planta de Maconha”

Lucas Trentini said...

Nossa, que tuts daora, para um iniciante, uma bela introdução, não sabia nada, agora posso partir para algo um pouco mais complexo

Flavio David said...

Mas é normal e planta ter mau gosto 3 dias depois de colher?

leo said...

tenho um problema , estou a secar e a umidade de onde vivo esta a 80 79 85 ja a 2 semanas, nao seca, alquem me pode dar uma dica, tenho um ventilador a fazer vento, mas nao esta a resultar,

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